Fachadas de casas modernas: 12 projetos de escritórios brasileiros

Doze fachadas de casas modernas de escritórios brasileiros, de Brasília a Santa Catarina: concreto aparente, cobogó, brise de madeira e balanços, com o que cada escritório conta na memória do projeto.

Landhi Team
Landhi Team · Equipo Landhi
16 de outubro de 2026 · 9 min de lectura
Fachadas de casas modernas: 12 projetos de escritórios brasileiros

Uma fachada de casa moderna costuma ter volumes simples, muitas vezes laje plana ou platibanda no lugar do telhado aparente, materiais deixados à vista (concreto, tijolo, madeira, pedra) e grandes panos de vidro. Cada projeto controla o sol e a privacidade na frente do lote de um jeito: brise de madeira, cobogó, empena cega, pergolado ou um muro verde. A coleção de fachadas de casas modernas da Landhi tem perto de 14 mil fotos de projetos reais. Escolhemos doze casas de escritórios brasileiros, do cerrado de Brasília ao litoral de Santa Catarina, e em cada uma contamos o que o escritório explica na memória do projeto e o que dá para ver na foto.

1. Casa Vila Rica, Bloco Arquitetos (área rural a 40 km de Brasília, 490 m², 2017)

A casa fica numa área rural a 40 km do centro de Brasília, num terreno com leve declive e vista para um vale de vegetação nativa. O programa foi dividido em dois pavilhões "ligeiramente suspensos do piso", ligados por passarelas abertas e cobertas. Segundo o escritório, os materiais tinham que "envelhecer bem sob a ação das intempéries" e pedir pouca manutenção: concreto aparente em toda a estrutura e tijolo aparente em todas as vedações. O escritório também conta que preferiu assumir as imperfeições do concreto em vez de buscar um acabamento fino. Na foto, os pilares e a laje de concreto emolduram as paredes de tijolo, e na frente aparece a plataforma de concreto elevada do chão, sobre o capim.

Foto: Bloco Arquitetos

Projeto: Casa Vila Rica · Escritório: Bloco Arquitetos

2. Casa CSP, PJV Arquitetura (Penha, SC, 740 m², 2014)

Esta casa de praia está na Praia de Armação, em Penha, de frente para o mar. A fachada é a própria estrutura: vigas e pilares de concreto aparente de 30 x 70 cm que formam dois balanços, de seis metros ao sul (abrigo dos carros) e de quatro metros ao norte (varanda social). No andar de cima, a estrutura fica vazada e forma terraços que, segundo a memória, "ao não receber fechamento" exibem só as peças estruturais. O escritório cita como referência a arquitetura moderna brasileira e a arte minimalista. A foto mostra a moldura de concreto do pavimento superior em balanço sobre o térreo de vidro.

Foto: PJV Arquitetura

Projeto: Casa CSP · Escritório: PJV Arquitetura

3. Casa HC, Grupo PR Arquitetura (869 m², 2018)

O escritório descreve a casa como uma referência ao brutalismo, com concreto aparente e grandes balanços. O terreno tinha três platôs, que receberam a quadra de tênis, a piscina com o térreo e o segundo pavimento. O térreo em "L" tem panos de vidro que podem ser recolhidos; sobre ele se apoia um prisma retangular. Com concreto protendido, o projeto chegou a um balanço de 7,60 m sobre o estar e a um vão de 20,30 m com um único apoio no centro, que cobre a área de lazer. Para contrapor o concreto, a memória cita pedras, madeira e cores neutras. Na foto, o volume superior de concreto avança sobre o térreo envidraçado, com caixilhos de madeira, e a piscina segue ao lado.

Foto: Grupo Pr Arquitetura

Projeto: Casa HC · Escritório: Grupo PR Arquitetura

4. Casa GeGi, Studio Jordano Valota (Vicentina, MS, 149 m², 2016)

Com 149 m², é uma das menores casas da seleção. São duas empenas cegas que protegem a construção do sol de leste e oeste, dispostas, segundo o escritório, numa proporção baseada na sequência de Fibonacci, a mesma que organiza as vigas da cobertura para tornar a obra "rápida, prática e econômica". Entre elas há um jardim de inverno com pergolado de madeira e uma parede de cobogó que filtra a luz direta do sol. É o que aparece na foto: o painel de ripas verticais de madeira, o forro de madeira sob a laje, o pergolado de ripas e o cobogó branco no fundo do jardim.

Foto: Studio Jordano Valota

Projeto: Casa GeGi · Escritório: Studio Jordano Valota

5. Casa Alphaville Pátio, Elementar Arquitetura (410 m², 2015)

Casa térrea num condomínio fechado, com vizinhos dos dois lados. A família pediu privacidade total, inclusive na área de lazer, e todo o programa (quatro suítes, escritório, sala de TV, oficina) num pavimento só, para evitar escadas. O escritório resolveu com um pátio central e a piscina dentro dele. Para a fachada principal, a memória fala de "uma linguagem mais sóbria": superfícies fechadas, uma parede de cobogó que leva luz ao jardim do escritório e madeira na porta principal e no portão da garagem, intercalada com o branco. Na foto aparecem o painel de cobogó à esquerda, o portão de réguas de madeira e o gramado com pisantes até a calçada.

Foto: Elementar Arquitetura

Projeto: Casa Alphaville Pátio · Escritório: Elementar Arquitetura

6. Casa CA, Superlimão Studio (120 m², 2015)

É a reforma de um sobrado estreito, deteriorado e escuro, comprado por um cliente que ia morar sozinho. O programa foi invertido, com quarto, closet e banheiro no térreo e sala e cozinha em cima. A entrada original virou uma pequena garagem, e a porta abre de dois jeitos, só para pedestres ou para passar uma moto. O elemento vazado da fachada, junto com uma abertura zenital entre o quarto e o banheiro, traz luz natural e ventilação cruzada. O telhado foi retirado e a cobertura virou terraço. Na foto, o sobrado aparece entre os vizinhos: elemento vazado escuro e porta metálica no térreo, janela emoldurada em madeira no andar de cima e o guarda-corpo do terraço no alto. A foto é de Maíra Acayaba.

Foto: Superlimão Studio

Projeto: Casa CA · Escritório: Superlimão Studio

7. Casa AN, Studio Guilherme Torres (interior do Paraná)

Feita para um casal com três filhas adolescentes, num condomínio do interior do Paraná. Por causa do calor, a casa tem grandes vãos, ventilação cruzada e brises de madeira em alguns pontos. Os volumes do térreo são de concreto aparente, em contraste com a alvenaria branca da ala dos quartos. Para a rua, a casa é totalmente fechada: o hall de entrada é "uma grande caixa de madeira, como se fosse um palco de teatro", e a porta, com o mesmo revestimento das paredes, fica camuflada e abre por um sistema eletrônico. Na foto, a caixa de madeira está encaixada no volume de concreto com marca de fôrma de tábua, ao lado da parede branca. A foto é do MCA Estúdio.

Foto: Studio Guilherme Torres

Projeto: Casa AN · Escritório: Studio Guilherme Torres

8. Casa Pindabeirais, André Scarpa Escritório de Arquitetura e Pablo Lanza Arquitetura (858 m², 2018)

O terreno amplo permitiu fazer a casa num único piso; só o quarto principal fica em balanço sobre o aclive, voltado para um lago. Para a rua, a fachada é feita de "volumes horizontais baixos, acomodados de acordo com a forma do terreno". A lateral do volume dos quartos é revestida por um brise de cumaru que filtra a luz e garante privacidade. Na foto aparecem os caixilhos pretos do térreo, com cortinas, e os volumes revestidos de madeira atrás do acesso de piso claro.

Foto: André Scarpa Escritório Arq.

Projeto: Casa Pindabeirais · Escritórios: André Scarpa e Pablo Lanza Arquitetura

9. Casa MCO, Esquadra Arquitetos (400 m², 2011)

A memória parte de uma crítica aos condomínios fechados que se espalharam ao redor de Brasília e encontra neles uma vantagem: ali dá para projetar sem muro na frente. Essa integração com a rua foi a diretriz do projeto. A casa ocupa uma lateral do terreno de 700 m², e a empena norte virou um grande muro estrutural que protege os cômodos do sol da tarde, deixando a fachada sul mais aberta. A garagem semienterrada tem em cima um terraço, sombreado por um grande pergolado metálico. Segundo o escritório, os clientes valorizam a rua e a vizinhança, "coisa de mineiro mesmo". Na foto aparecem o volume branco do andar de cima, o pergolado metálico em balanço sobre o terraço e um painel de elemento vazado de concreto na lateral.

Foto: Esquadra Arquitetos

Projeto: Casa MCO · Escritório: Esquadra Arquitetos

10. Residência JG, Gilda Meirelles Arquitetura (interior de São Paulo, 1.300 m², 2013)

Uma casa de campo num terreno de 9 mil m², feita para um casal com muitos filhos e netos. Para dar conta de uma área construída tão grande, o escritório separou o programa em vários blocos ligados por uma galeria envidraçada com vista para o verde. Os materiais foram escolhidos pelo clima de casa de campo: madeira nos caixilhos e revestimentos, pedra natural na fachada, telha de barro e muito vidro. A foto, tirada de dentro de um alpendre de estrutura de madeira, mostra um dos blocos de dois pavimentos, com painéis de madeira, paredes claras e o telhado de telha de barro.

Foto: Gilda Meirelles Arquitetura

Projeto: Residência JG · Escritório: Gilda Meirelles Arquitetura

11. Casa das Pedras, Tetro Arquitetura (2021)

Construída entre as grandes rochas do terreno, nas montanhas, a casa tem as circulações abertas para a paisagem. O bloco dos quartos, diz a memória, "destaca-se do terreno e projeta-se em balanço em meio à copa das árvores". Na foto, um volume branco avança em balanço sobre a encosta; ao lado, a cobertura inclinada tem forro de madeira, e uma escada externa branca desce até o gramado.

Foto: Tetro Arquitetura

Projeto: Casa das Pedras · Escritório: Tetro Arquitetura

12. Casa Doce Vida, CK Arquitetura (712 m², 2019)

O escritório define a casa como "contemporânea brutalista", com uma fachada orgânica e um grande jardim vertical. A memória lista os critérios de sustentabilidade do projeto: energia de painéis fotovoltaicos instalados na casa, captação de água da chuva para irrigar os jardins horizontal e vertical e os espelhos d'água, lareiras a etanol e a lenha certificada com dupla combustão e a compensação do carbono da obra com plantio de árvores nativas. Na foto, o jardim vertical cobre um volume de concreto entre lajes em balanço, painéis de madeira e um trecho de pedra, cercado de araucárias.

Foto: CK Arquitetura

Projeto: Casa Doce Vida · Escritório: CK Arquitetura

O que essas fachadas têm em comum

Muitas deixam o material à mostra. Pelo que se vê nas fotos, o concreto aparente está em cinco das doze casas: como estrutura na Casa CSP, na Casa Vila Rica e na Casa Doce Vida, e como volume inteiro na Casa HC e na Casa AN. A madeira aparece em portas, portões, brises e forros, quase sempre para esquentar uma fachada de concreto ou branca.

Todas cuidam do sol e da vista da rua, com recursos diferentes: cobogó (Casa GeGi, Casa Alphaville Pátio), elemento vazado (Casa CA, Casa MCO), brise de cumaru (Casa Pindabeirais), empena cega (Casa GeGi, Casa MCO), pergolado metálico (Casa MCO) e a caixa de madeira fechada da Casa AN.

Várias têm partes em balanço. Na Casa CSP e na Casa HC, o balanço cria áreas cobertas no térreo (garagem, varanda, estar); na Casa das Pedras e na Casa Pindabeirais, ele avança sobre a encosta.

Perguntas frequentes

Quais materiais são mais usados em fachadas de casas modernas? Nestes doze projetos, concreto aparente, madeira (cumaru no brise da Casa Pindabeirais), tijolo aparente, pedra natural e vidro. O critério que aparece nas memórias é durabilidade com pouca manutenção, como na Casa Vila Rica, e contraste: madeira e pedra para equilibrar o concreto, como na Casa HC.

Cobogó ou brise: qual escolher? Os dois filtram o sol e a vista. O cobogó é uma parede vazada fixa, de concreto ou cerâmica, que deixa passar luz e ar, como na Casa GeGi e na Casa Alphaville Pátio. O brise é feito de lâminas, fixas ou móveis, e permite regular melhor a luz; na Casa Pindabeirais ele é de cumaru e cobre a lateral dos quartos. Quem quer um muro de frente que ventile costuma usar cobogó; quem quer proteger janelas do sol sem fechá-las, brise.

Como fazer uma fachada de casa térrea moderna? Volumes horizontais baixos, laje plana com platibanda e materiais variados na frente funcionam bem em casas de um pavimento. Três exemplos desta seleção são térreos: a Casa Pindabeirais, com volumes baixos que seguem o terreno, a Casa Alphaville Pátio, que resolve tudo num piso em volta de um pátio, e a Casa Vila Rica, dividida em dois pavilhões.

Dá para modernizar a fachada numa reforma? Dá. A Casa CA é a reforma de um sobrado estreito e deteriorado: o projeto trocou o telhado por um terraço, abriu a fachada com elemento vazado no térreo e colocou uma janela emoldurada em madeira no andar de cima.

Fachada de concreto aparente precisa de manutenção? Na Casa Vila Rica, o escritório escolheu o concreto aparente e o tijolo aparente justamente por envelhecerem bem e pedirem pouca manutenção. Como recomendação geral, costuma-se aplicar um hidrofugante para reduzir a absorção de água e as manchas; a frequência de reaplicação depende do produto e da exposição à chuva.

Mais fachadas na Landhi

A coleção de fachadas de casas modernas reúne as fotos deste tipo publicadas na Landhi, e a de frentes de casas mostra todos os estilos. Também há seleções de casas de concreto aparente, tijolo aparente e fachadas com pedra. Os escritórios desta seleção estão no diretório de arquitetos, onde dá para ver outros projetos e entrar em contato.

Fotos e dados de cada obra: publicados na Landhi pelos próprios escritórios. As áreas, anos e descrições são os que cada escritório informou no projeto. Última atualização: outubro de 2026.

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Notas del equipo de Landhi sobre arquitectura, diseño y obras de estudios argentinos.

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